quinta-feira, 29 de maio de 2008

DEUS TENHA MISERICORDIA DE AFRICA 2

Epidemia de estupro faz do Congo o pior lugar da Terra



Do tamanho da Europa ocidental, a República Democrática do Congo é um dos países com maiores recursos naturais de África. Tem diamantes, cobre, cobalto e uma infinidade de outras riquezas que facilmente poderiam fazer da nação uma potência regional. Infelizmente, o Congo sofre do que se costuma chamar de a “maldição dos recursos naturais”. Há anos governos corruptos e milícias sanguinárias transformaram o país na melhor versão terrestre do inferno, onde atualmente se concentram as maiores atrocidades cometidas contra seres humanos no mundo.

Na parte leste do país, especialmente na região de Kivu (veja mapa abaixo), uma “epidemia de estupro” tem atingido milhares de mulheres – algumas com menos de 4 anos de idade. Segundo a ONU, só em 2006 cerca de 27 000 mulheres foram vítimas de violência sexual em Kivu, e a própria organização internacional admite que o número oficial provavelmente se refere a apenas uma pequena parte das vítimas.



Um documentário chocante, “The Greatest Silence: Rape in the Congo”, acaba de ser lançado e traz entrevistas com mulheres que não só foram estupradas por grupos de mais de 20 homens, mas que tiveram de assistir seus maridos e filhos serem assassinados durante ataques a vilarejos. Feito por Lisa F. Jackson, o filme mostra ainda entrevistas com os estupradores, que admitem com naturalidade em frente à câmera como o estupro se tornou banalidade no país. Um deles, membro do exército congolês, diz que “estuprar dá força ao espírito e ajuda na guerra contra os inimigos”.

Um dos personagens mais sensacionais do filme é uma policial que cuida, ao mesmo tempo, dos casos de estupro e de abusos a crianças em Kivu. Ela trabalha sozinha, sem nenhum apoio maior do governo e tem muitas vezes de pagar o próprio transporte para se deslocar até os pequenos vilarejos e entrevistar as vítimas.

O presidente Joseph Kabila não faz nada para colocar um fim na situação, e o Conselho de Direitos Humanos da ONU recentemente não renovou o mandato de seu expert para o Congo. Ou seja, nem o governo local e muito menos a comunidade internacional ligam para o que acontece por lá.

Enquanto isso, mais e mais vítimas padecem em um dos mais vergonhosos massacres contra mulheres da história da humanidade.

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5 comentários:

Anónimo disse...

Olá amigo Custódio,
Ontem fikei desesperada por não ter conseguido enviar o meu comentário sobre o artigo de Bob Marley. Fiz duas tentativas e nada! Mas enfim, como dizem os ingleses, não se chora sobre o leite derramado.

Bom, amigo Custódio, antes de mais, acho que não é Deus que deve ter misericórdia de africa nem dos africanos.São os próprios africanos k devem ter misericódia de seus irmão.

O trabalho de Deus foi perfeito qdo fez o homem á sua imagem e o colocou no paraíso terrestre, o ninho ideal para a sua mais bela e completa criatura. Preparou infinitas provisões, visíveis e invisíveis para todo o conforto e caprichos do homem.Dotou-o de inteligência, discernimento e livre arbítrio para fazer suas próprias escolhas como um pequeno deus que ele é.

O que fez o pequeno deus africano? Do espólio do universo, carinhosamente preparado por Deus, usando de seu livre arbítrio e discernimento, escolheu todo género de miséria, não se esquecendo das mais abomináveis mazelas morais.

Qual a raça humana em nossos dias Custódio, que tem um prazer mórbido em esquartejar um ser semelhante , com todo o requinte? o abominável africano, os últimos acontecimentos na A.S dispensam comentários.E pior, o mesmo se passa um pouco por toda a áfrica.

Qual a raça humana, que sem o menor remorso, sempre deu de bandeja e continua dando seus irmão como escravos, em troca de nada ou quasi nada? o negro africano.

Os estupros, violações, assassinatos em áfrica há muito k deixaram de ser epidemias, viraram pandemias, e das piores. As mais medonhas, inclassificáveis, talvez nem são dadas a conhecer, dada a banalização da violência em áfrica.

Querido amigo, não é a comunidade fora de áfrica que deve resolver os problemas de áfrica e dos africanos, são os próprios africanos.
Tenho notado a tua angústia em teus artigos qdo reladas os problemas dos negros pelo mundo fora. Ainda assim, o grande problema está com os próprios africanos. Se o africano não se valoriza, ninguém mais o fará.

Não te deixes afetar pelo meu pessimismo, mas não vislumbro soluções a curto, médio prazo para os problemas de áfrica.Prefiro deixar que funcione a lei do TAO. Alei do TAO, é uma lei natural que foi identificada pelos orientais e que está na origem da filosofia TAOÍSTA.Esta lei diz que a melhor solução para um problema, é deixar que o problemas se resolva por si.Sei que vais espernear, mas talvez seja melhor deixar que áfrica chegue ao fundo do posso para puder despertar. Acho ser esta a filosofia da comunidade internacional.Amigo, continue lutando, talvez Deus um dia oiça as tuas marteladas e dos outros como tu, em pedra dura.

Sbes? aprecio muito a tua coragem, um abração.

Anónimo disse...

errata- poço
relatas

Custódio Duma disse...

Ola amiga,

Mais uma vez muito obrigado pelo comentario e pelos ensinamentos. Pessoalmente sou grante amante da filosofia Taoista e concordo que os problemas de Africa nao tem origem externa, o que faz com que a sua solucao tb nao parta de fora para dentro.

Estou convito de que os africanos perderam a cabeca. Estou convicto de que nao sera Deus a salvar Africa. E meu clamor a Deus 'e desespero mesmo, porque nao estou a espera de um milagre. Como crente e leitor da Biblia, sei que Deus so comeca a agir a partir do momento que a capacidade humana ja nao pode.

E para os problemas de Africa o africano ainda pode mas nao despertou ainda. 'E caso para perguntar: de que integracao estamos falando em Africa?

Lamento muito que nao tenhas conseguido postar seu comentario sobre Bob, pois sendo ele uma figura bastante polemica sei que muita coisa seria levantado.

So nao concordo em um aspecto contigo, esta 'e que 'e a hora para agirmos, nao vamos esperar mais, senao ja era.

Sempre

Anónimo disse...

Bem...estou aqui porque assisti o documentário sobre violencia sexual contra mulheres e crianças no Congo e de tão perplexa decidi buscar mais informações e deixar meu comentário.
Minha visão sobre o documentário é que este extrapola o anceio de denuncia. O que enxerguei foi um grito de socorro pelas vitimas de tal horror. Sei que é dificil falar de implementar politicas e leis que abarquem tamanhos problemas, ainda mais se tratando de um país o qual não tenho conhecimento de suas regulamentações, mas os Direitos Humanos são universais e por isso se autoridades locais não conseguem garantir o minimo, que organismos internacionais destinados a proteger o Ser Humano e reconhece-los como sujeitos de direitos tomem providencias a cerca deste realidade cruel.
Sei que é dificil mudar o sistema, e nem tenho esta pretenção, porque acredito que esta seria uma ação em conjunto, ou até mesmo uma organização de classe, mas espero que num futuro próximo possamos ter "TODOS NÓS" nossos direitos assegurados, direitos de uma vida sem violencia, sem discriminação e cidadã.

Anónimo disse...

Estimado Custódio,mais estarrecido fiquei,foi quando as mulheres denunciaram a jornalista que até alguns soldados da ONU,estacionados no local,também estupravam as nativas e quando a jornalista perguntou ao comandante da guarnição local da ONU,sôbre a denúncia das nativas,o comandante nada falou e saiu pela tangente.Por favor,se puder,envie para o meu e-mail (guarapari52@hotmail.com)mais detalhes a respeito dessa barbaridade praticada por soldados da ONU.Sou professor de teologia e esse assunto,é por demais importante pro meu trabalho.
Desde já,lhe agradeço e lhe saúdo,

Sérgio Luiz de Melo Dias
tel:(27)33620873