quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gastronomia ucraniana em Maputo

A Comunidade Ucraniana de Moçambique o convida visitar o Balcão Ucraniano na Feira Gastronómica Internacional.

Local: Escola Internacional de Maputo
Data: 9.10.2010 (Sábado)
Início: 11h00

Endereço: Maputo, Rua de Nachingueia № 389, recinto da Escola Internacional de Maputo (perto do Hotel Cardoso e Museu da História Natural).

A sua presença terá o nosso maior apreço!

Faça um click no convite para o ver no tamanho maior.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dicas ao Governo para começar a poupar

Circula nos e-mail'es maputenses um texto da autoria desconhecida, que contém as propostas bastante razoáveis, na minha modesta opinião, de como o Governo moçambicano poderá facilmente poupar nos inúmeros gastos do Estado, que sobremaneira pesam no nosso erário público.

Eis o texto do patriota desconhecida(o) que poderá servir de reflexão:

1. Menos presidências abertas, logo menos helicópteros alugados. Quanto custam? Quantas escolas primárias ter-se-iam construído pelo valor do aluguer desses famosos helis?
2. Já alguém reparou quantas viaturas compõem a escolta presidencial, que inclui ambulância e bombeiros? Se houver um acidente em pleno centro da cidade capital, de certeza que não há ambulância e bombeiros para acudir as vítimas.
3. Já alguém passou, por exemplo, defronte à residência oficial da Governadora da Cidade de Maputo (cruzamento das Av. Julius Nyerere e Mao Tsé Tung)? Se passar, por lá verá sempre à disposição uma viatura da polícia. No entanto, se alguém for importunado em pleno centro de Maputo, a polícia não dispõe de viatura para se deslocar ao local e proteger o pacato cidadão.
4. Menos ministérios, menos gastos, mais eficácia e mais eficiência. Para quem não sabe, basta imaginar os valores que envolvem o gabinete do ministro (viaturas, regalias, despesas de representação, assessores), vice-ministro (viaturas, regalias, despesas de representação, assessores), secretárias, despesas correntes (água, energia, comunicações, economato, etc, etc).
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Veja-se a seguir como poderia ser um governo suficiente quanto baste:
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►Ministério das Finanças
●Secretaria de Estado do Tesouro
●Secretaria de Estado da Administração Pública
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►Ministério da Defesa
●Secretaria de Estado dos Combatentes
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►Ministério dos Negócios Estrangeiros
●Secretaria de Estado da Cooperação
●Secretaria de Estado das Comunidades
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►Ministério da Economia
●Secretaria de Estado da Energia
●Secretaria de Estado do Turismo
●Secretaria de Estado da Indústria
●Secretaria de Estado do Comércio
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►Ministério das Obras Públicas
●Secretaria de Estado da Habitação
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►Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas
●Secretaria de Estado da Agricultura
●Secretaria de Estado do desenvolvimento Rural
●Secretaria de Estado das Pescas
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►Ministério da Saúde►Ministério do Trabalho
●Secretaria de Estado do Trabalho
●Secretaria de Estado da Mulher e Acção Social
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►Ministério dos Transportes e Comunicações
●Secretaria de Estado dos Transportes
●Secretaria de Estado das Comunicações
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►Ministério da Cultura, Juventude e Desportos
●Secretaria de Estado da Cultura
●Secretaria de Estado da Juventude
●Secretaria de Estado dos Desportos
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Do exemplo acima, é possível ver que há ministérios que só existem para acomodar os “camaradas”, senão vejamos:
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●Ministério da Função Pública
●Ministério da Administração Estatal
●Ministérios dos Combatentes●Ministério da Mulher e Acção Social
●Ministério do Planificação e Desenvolvimento
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5. Redução dos Institutos Públicos e “Fundos”. Por acaso já alguém se interrogou o que fazem os famosos “Fundos”:
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●Fundo do Fomento Pesqueiro
●Fundo do Fomento Mineiro
●Fundo do Fomento p/ Habitação
●Fundo de EstradasEtc, etc, etc.
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São muitos “Fundos” sem fundo que drenam dinheiros do erário público para sabe-se lá o quê.
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6. O que fazem os famosos SP (Secretários Permanentes). Há-os em todos os ministérios, governos provinciais, governos distritais, etc, etc.
7. Talvez pucos saibam, mas cada vez que o PR se desloca, por exemplo, a uma província, instala-se na residência oficial do governador local. E cada vez que tal acontece, mesmo que por um dia, o recheio da casa é totalmente refeito. Já alguém imaginou quanto dinheiro isto envolve?
8. O que fazem as Assembleias Provinciais? Que mais valia trazem para o enriquecimento da nossa vida pública? Mais gastos, mais acomodação de “camaradas”, tudo pago pelo erário público;
9. Caros o anúncio do “congelamento” do aumento dos ordenados dos titulares de cargos públicos não passa de uma manobra de folclore político para entreter os menos atentos. O Governo sabe que o problema não reside aí. Mais do que congelar, é preciso CORTAR na despesa pública, muito desperdício que o Estado incorre desnecessariamente.
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Por hoje fico por aqui, para a semana trarei outras dicas para ajudar.
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Cumprimentos.

domingo, 29 de agosto de 2010

Burladores na área

Caso receber uma mensagem deste tipo, saiba que está na mira dos burladores. A verdadeira VISA nunca manda este tipo de comunicações via e-mail, sem saber se você possui ou não um cartão VISA.

Faça um click na imagem para ver em tamanho natural.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Renascimento Africano Hoje – Papel da Juventude

Obama convidou alguns jovens africanos para reflectirem sobre o significado da passagem de meio século das independências de alguns países africanos. A iniciativa foi por um lado admirada por pessoas que acreditam no futuro de África e nas boas intenções desse primeiro presidente norte-americano de origem afro-americana. Por outro lado, a mesma iniciativa foi altamente criticada e batida por aqueles que suspeitam das boas práticas e da política externa dos americanos.

Não tenho nada a ver com uns nem com outros, alegro-me em saber que jovens africanos de vários países incluindo Moçambique tiveram a oportunidade de junto de Obama e de outros jovens norte americanos, envolvidos em actividades e sonhos semelhantes, como é o activismo e o sector privado, tiveram a oportunidade de, abstraídos do seu dia-a-dia normal reflectirem sobre África.

É que, pelo sim ou pelo não, um apelo deve e urgentemente ser feito pelos quatro cantos da terra: o Renascimento Africano Hoje! Parece que o aparente desenvolvimento do continente, os muitos carros que cá são deitados pelo Japão que não encontra outra lixeira e o constante clima de diversão com bebidas alcoólicas, sexo, música e dança, atrofiaram as mentes de muitos que olham para África como um continente acabado.


Porque a informação no mundo circula toda em inglês e francês, os cidadãos como moçambicanos, oriundos de países falantes da língua portuguesa vivem num total desenquadramento sobre o que vai e vem pelo globo, sobre as reais necessidades da humanidade e sobre tudo, muito distantes das grandes decisões que em última instância determinam a nossa maneira de pensar e de agir.

Um continente como a África não deve ser condenado a cumprir uma agenda alheia. Esse é o maior desafio da juventude actual: identificar a agenda africana, estabelece-la, lutar por ela e realiza-la em todas as esferas da vida deste continente. O Renascimento Africano Hoje parte em redescobrirmos a nossa essência, a nossa origem, as nossas raízes e regar a árvore.


Não se constrói uma identidade nem um sonho no meio da distracção ou da diversão. Não se erguem nações no meio de festas, orgias e bebedeiras. Os tempos que vivemos exigem um pouco mais dos povos africanos, digo povos referindo-me a jovens. Estes, porque inda não têm a sua mente cauterizada, alienada, depravada ou vendida ao ego, à ambição pelo poder ou pela riqueza.
Os jovens africanos serão com certeza a salvação deste continente. Mesmo que, hoje, olhando para eles vejamos um cenário bastante sóbrio, na verdade esse cenário não está enraizado ainda. A falta de referências políticas, académicas e revolucionário, tornam uma grande parte da nossa massa jovem alienada, entregue ao imediato e obrigada a ser reboque de certas propagadas elitistas.


Jovens assim ainda podem ser iluminados. Um pouco mais de trabalho com educação e informação, com arte e cultura, com dialogo interacção e oferecimento de oportunidades e liberdades de interagirem com o essencial, teremos a curto prazo turmas de jovens a indagarem o caminho que seguimos, o destino que buscamos e a voz que seguimos.


Dizem que os africanos não são desenvolvidos porque são preguiçosos e porque não gostam de ler e escrever. Pode ser uma tese correcta. É também bem defendida por muitos intelectuais africanos. Eu não desminto, mas não concordo. Me parece que essa tese vem imbuída de preconceito e falta de respeito pela autonomia de africanos. Querer resolver os problemas de África comparando-os com outros povos pode ser fatal na conclusão.


Outro dos grandes desafios dos africanos para o Renascimento Africano Hoje é a descoberta das suas próprias habilidades e genialidades. Não é o domínio das artes e conhecimentos dos outros povos que nos vai tornar africanos. África só será ela mesma se se redescobrir e redescobrir suas habilidades, seus engenhos e suas genialidades. É isso e só isso que fará com que mundo olhe para África como um povo que tem o seu espaço, a sua opinião, a sua palavra e o seu lugar.



Estou convencido que a educação, a informação e a auto descoberta ou auto conhecimento nos próprios africanos pode significar a apresentação de uma nova África à humanidade. Precisamos aniquilar para sempre a África que é antiga colónia, aniquilar completamente a África subdesenvolvida e dependente, aniquilar a África reboque e vaca leiteira. É preciso fundar uma nova África, uma África feita de homens e mulheres que escrevem o seu destino, uma África de homens e mulheres responsáveis dos seus actos e cientes das consequências das suas decisões.


Estou também convencido que a disciplina e a organização podem fazer diferença num cenário em que tudo é colocado em frente das pessoas para distrai-las. A África passou a ser a principal cliente de muitos que pretendem vender tudo e mais nada, passou também a ser uma lixeira de quem já não tem espaço. A África passou a ser o circo onde quem quer divertir-se vem encontrar a distracção e a comédia. Só a disciplina pode virar o cenário. Quando pensarem que vamos comprar tudo ai nós mostramos o que realmente buscamos, quando pensarem que aceitamos tudo ai mostramos o que realmente nos faz sentido e quando connosco quiserem brincar mostramos que é passado o tempo de brincadeiras.


O Renascimento Africano Hoje, passa necessariamente em definirmos muito bem os limites das nossas fraquezas e habilidades. Só mentes dispostas a mudar podem reproduzir a consciência desse renascimento. Uma África indisciplinada e virada a resultados imediatos não logrará nenhum sucesso. Quanto mais nos viramos aos nossos umbigos mais adiamos a verdadeira revolução, a revolução que este continente busca. A revolução que definitivamente fundará a espaço do continente africano e do seu povo.

É chegado o momento em que a juventude africana precisa estabelecer uma nova palavra de ordem: Educação, Informação, Redescoberta e Disciplina em prol de uma nova África! Já se adiou bastante tudo o que devemos fazer por nós e pelas futuras gerações. Já se adiou demais o levantar da nossa consciência bem assim o esticar do primeiro passo rumo ao Renascimento Africano Hoje. Enquanto o dia ainda se levanta, levantemo-nos nós também, do sono existencial e estabeleçamos uma nova ordem de África para África!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um Mundo sem Violência: Será que é Possível?


Quando a minha cabeça começou a abrir-se ao mundo, adoptei como meus modelos principais, de vida, de conduta e de inspiração, personagens como Marcus Mosiah Garvey e Malcolm X descendentes de escravos, Jesus Cristo e Rei Salomão figuras lendárias do povo judeu, Bob Marley e John Lennon músicos imortais, Elidja Muhamad, Abraão Lincoln, Mahatma Gandhi, Kwame Nkrumah, Leopold Senghor, Imperador Hailé Selassie da Ethiopia, Rainha Dzinga Mbandi de Angola, Martin Luther King, Madela e outros.


Cada uma das personalidades acima mencionadas teve seus bons e maus momentos, são por alguns, consideradas figuras santas e por outros, figuras diabólicas. Umas daquelas pessoas pautaram-se por uma política de violência e outras pautaram-se por uma política de não-violência. Porém, de entre tudo, algo tinham em comum: a inspiração pela paz, por um mundo onde todos fossem iguais e onde ninguém oprimisse o outro.


Alguém pode pensar que não é possível gostar de Malcolm X e de Martin Luther King ao mesmo tempo. Então pode crer que é possível, porque eu me inspiro nos dois, mais no Malcolm X que no Luther, mas sempre nos dois. E outros podem pensar que não é possível admirar Jesus Cristo ao mesmo tempo que Muhamad ou Sellassié. Pode crer que neste caso também é possível. Há sempre espaços em nós para admirarmos, venerarmos e amarmos personalidades diferentes. Depende do ângulo em que interpretamos os fenómenos.


Como podemos perceber no nosso dia-a-dia, a vida em sociedade é feita de adversidades, de contrários, de oposições e incoerências. Tento imaginar uma vida em sociedade onde tudo fosse coerente, concordante, linear e sem oposições. Mataríamos para sempre o fim último da existência humana, perderíamos o rumo da edificação da nossa personalidade e sucumbiríamos no desespero de nunca termos sido nada e nada!


Se então o mundo é e deve necessariamente ser feito de contrários ou opostos, será que podemos pensar numa existência sem violência? É que a tendência e o que estamos acostumados a ver é que na convivência dos contrários, os mais fortes tendem a usar da forca para suplantar os mais fracos. Mesmo que essa forca não seja só física, mas também psicológica, emocional ou de espiritual (para quem acredita).


O que vemos é que, os mais fortes, porque detêm a força física ou qualquer outro poder, mesmo que não estejam certos ou não tenham a opinião mais acertada, procuram e fazem de tudo para impor a sua vontade nos mais fracos. E os mais fracos, mesmo quando certos, são sujeitos a vontade dos fortes sob pena de exclusão, de sanção, de opressão, de sevícias, de dor e amargura.

Há que nem uma tendência de se pensar que a vontade da maioria é a mais acertada. Daí as falsas percepções sobre as pessoas que tenham hábitos ou costumes diferentes dos da maioria. Lembro que já houve tempos em que os canhotos representavam pessoas diminuídas. Em algumas sociedades se considera a homossexualidade um crime e me outras, os albinos são pessoas diferentes ou até objectos.

Em todo o mundo, as diferenças das pessoas podem criar desentendimento e até violência. Na África do Sul, aparentemente país mais desenvolvido de África, os emigrantes vivem num clima constante de tensão e violência porque não são bem-vindos em alguns lugares desse país. E uma das grandes razões é porque os imigrantes africanos trazem hábitos e costumes diferentes, para além de roubar o trabalho aos naturais. Mais uma razão para a violência, do mais forte para o mais fraco.

É incrivel, de acordo com uma representação feita por Zappiro, como os sul-africanos depois de se juntarem aos outros africanos torcendo por Ghana, findo o mundial de futebol se pre-dispuseram a “correr” com todos! Acabou o mundial de futebol, acabou o que nos une.

Não sei o que mais pode unir os humanos senão o facto de serem humanos. Não sei o que nos pode tornar iguais, como humanos, do que a nossa própria condição de seres humanos. Posso até ser redundante na minha fala, mas é que, por incrível que pareça, vejo nos argumentos que nos separam todos os elementos para nos unirem.

É verdade que precisamos todos fazer um profundo exercício reflectivo da nossa existência. Acontece muitas vezes todos passamos a ser vítimas das situações que nos hostilizam. O que discrimina, sofre tanto quanto o que é discriminado. O que não é discriminado e não está a discriminar é tão vítima também quanto os outros dois. A humanidade não é livre enquanto um ou dois seres humanos não são livres.

A visão global da humanidade faz-nos perceber os dramas de quem finge ser mais forte, mais rico, mais inteligente e o melhor dos humanos. Faz-nos perceber os dramas de quem se esforça a ser diferente para esconder sua fraqueza e suas dores. Daí que na matéria de vida em sociedade ser imperioso não se pensar em inimigos. Não há inimigos dos gays, das lésbicas, dos negros, dos gordos, dos baixinhos, dos judeus, dos mulatos, dos pobres, dos ricos, das mulheres, dos do norte, dos do centro ou dos do sul. Não há inimigos, há vítimas.


Somos todos vítimas de um sistema social que não foi capaz de fazer brilhar uma luz ou tornar visível um espelho onde todos nós, humanos nascidos iguais, embora cada um com suas diferenças, podemos nos olhar e descobrirmos como somos iguais e em grande medida uma única pessoa. Sim, uma única pessoa. Acredito que a humanidade inteira é uma única pessoa.


Isto, é um pouco do que tenho vindo a aprender a medida que me vou conhecendo. Não sei se algum dia me conhecerei profundamente, mas a verdade é que não serei capaz de conhecer os outros seres humanos se não me conheço a mim mesmo. O exercício de conhecer-me é já um exercício de conhecer a humanidade, sendo eu parte dela.

Bem haja a todos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como Age o Inimigo

Bom, penso que li muita coisa boa com o título que escolhi para este texto. Lembra-me sempre Samora Machel, avó do meu amigo Milton. Aparentemente é difícil perceber quais são as artimanhas que os inimigos usam para nos derrubar.


Se calhar a maior questão seja a identificação do inimigo. Então o título deste texto deveria ser: quem é o inimigo? Também já li muita coisa boa com este título. Aparentemente é difícil perceber quem são os inimigos.


É que os inimigos não têm cara. Não usam uma matrícula na testa ou título nas costas. Contrariamente às declarações dos amigos, os inimigos nunca se declaram. Nunca aparecem para dizer que são nossos inimigos e que a qualquer momento poderão atacar-nos.


Parece que todos que estão em nosso redor são amigos e pessoas de boa fé. Parece que todos querem o nosso bem. Sejam eles vizinhos, colegas, companheiros ou lá o que forem. Todos mostram o sorriso e todos são anjos. Aparentemente todos são inocentes.


Gosto de pensar assim. Que todos em nosso redor são amigos e não inimigos. O que seria de mim se desconfiasse de todo o mundo que me rodeia. Eu sou alguém que acredita. Sou alguém que gosta de transmitir confiança e sobretudo, sou alguém que inspira amizade e transmite energias positivas. Modéstia a parte.


O mais interessante em tudo isso, é que todos ou quase todos que me rodeiam pensam o mesmo de si. Ou seja, eles também acreditam, transmitem confiança, inspiram amizade e transmitem energias positivas. Tal qual eu.


Se calhar essa seja a primeira táctica do inimigo: transmitir muita confiança, muita energia positiva e muita amizade calorosa. Quem sabe?


Com o parágrafo acima, é visível uma parte da resposta sobre as artimanhas que o inimigo usa para atingir os seus objectivos. Mas também, é respondida no mesmo parágrafo a questão sobre quem é o inimigo. E é simples de dizer: muitos dos nossos amigos são os nossos inimigos.


A inimizade é o inverso da amizade. A amizade é a expressão mais sublime da existência humana em sociedade. A amizade representa a imagem mais perfeita dos sentimentos nobres dos humanos. É através dela que os seres humanos não se sentem sós no planeta terra. É pela amizade que a vida tem um sentido próprio e é por ela que os homens preservam os outros valores sentimentais e emocionais.


Só a amizade pode fazer milagres. Só a amizade pode abrir portas impossíveis, pode retirar almas na fossa. Só a amizade pode renascer esperanças e até ressuscitar os mortos. A amizade faz como que os humanos sobrevivam e vivam eternamente. A amizade é o amor!


A amizade exige determinadas características, sendo uma delas a lealdade e outras a fidelidade, a verdade, o conhecimento mútuo, o cuidado, o sacrifício, a cooperação e a partilha. A partilha de responsabilidades, de momentos bons e maus, de situações, de alegrias e tristezas, etc!


Mas ok, este texto é sobre os inimigos e não sobre os amigos. Contudo, era necessário deixar uma luz sobre os amigos, dado que, os inimigos são a outra face da moeda que também ostenta os amigos.


Voltemos a questão: como age o inimigo? O inimigo age como amigo. Essa deve ser a resposta mais resumida que encontrei. Como assim? Porque o inimigo faz-nos crer que é amigo e depois começa a atacar-nos e a consumi-nos lentamente. As vezes, ele se pré dispõe a procurar o inimigo que ele sabe ser ele mesmo e leva-nos a dar uma volta interminável em torno da nossa própria cauda.


Depois, ele estabelece laços com outros inimigos nossos, na sequência, amigos seus e, detalha a nossa vida para eles, enumera nossas forcas e nossas fraquezas, dá dicas de ataques e paga a quem for capaz de realizar maiores proezas contra nós.


O inimigo finge sentir a mesma dor que nós, na verdade ele se alegra com os ataques que sofremos no dia-a-dia. Ele se alegra com a nossa desgraça e deseja que mais miséria nos aflija. O inimigo consegue verter lágrimas de crocodilo e tem saco de engolir todo excremento possível. O inimigo come aqui e come ali. Dança aqui e Dança ali. O inimigo é um ser desocupado consigo mesmo e se dedica a aparentar o que ele não é e nunca foi.


Por isso mesmo, há quem uma vez disse: mais do que confiar, feliz é o ser humano que desconfia. Mesmo assim, eu continuo a pensar que a melhor forma de matrecar um inimigo, é, depois de descobri-lo, continuar a confia-lo.


Embora o inimigo seja um cara que nos queira fazer mal, ele é também um ser humano. Amolece quando sente o calor humano e a energia da vida.


Penso que é importante deixar que os nossos inimigos caiam nas covas que eles mesmo fizeram. Como diz o cantor: que eles sejam sepultados na cova que eles mesmo abriram.
Sou muito feliz com os amigos que tenho!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Super – calendário aos fãs de futebol

O Portal espanhol marca.com preparou um verdadeiro mimo para qualquer amante de futebol. Todos os jogos, todos os estádios, todas as equipas, todos os dias e tudo em uma única aplicação WEB, simples e bonita.

Todas as páginas lusófonas devem ver para aprender.

Ver e deslumbrar-se:
http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario.html