domingo, 24 de agosto de 2008

COMICHE, FRELIMO E O POVO

Comiche é uma figura que dispensa apresentações em Moçambique e no Mundo, tendo como maior destaque a Cidade de Maputo que ele mesmo transformou em uma das mais belas do país.
A Frelimo é o maior partido de Moçambique, o dono da Luta Armada e da Independência e de todos os Governos desde 1975.
O Povo, o povo somos nós, as pessoas deste país, os cidadãos de Maputo que Comiche procurou satisfazer.
Infelizmente, a Frelimo, ao retirar Comiche, provou ao Povo que não está interessada em satisfazer os interesses da maioria.
Comiche está a fazer um belissímo trabalho, Comiche desafiou os puxa sacos e os lambebotas e colocou o trabalho em primeiro plano, mas a sua sorte foi ser retirado do jogo.
Nada tenho contra Deviz Simango, alias David Simango que tem suas credenciais muito bem reconhecidas, mas tenho contra a Frelimo que simplesmente retirou Comiche sem necessidade.
A Lei ainda o permitia, o desempenho estava ao seu favor, ele mesmo ainda está disposto a servir a cidade e ao seu partido. Não vejo razão nenhuma de terem tirado Comiche.
Penso que as lideranças do Partidão devem alguma explicação ao Povo.
E eu temo que possamos perder Comiche nas fileiras do partido.
Com esse zelo todo dentro do partido porquê não correm com os corruptos que são tão protegidos e amados?
Ai partido de Samora e Mondlane, onde queremos chegar com uma turma de puxa sacos, lambe botas, marionetas e incompetentes?

sábado, 23 de agosto de 2008

Tomas Viera Mário Reeleito na Presidencia do MISA

Eis então o Conselho Nacional Governativo do MISA Moçambique

1. Tomas Vieira Mario - Presidente

2. Bordina Muala - Primeira Vice-Presidente

3. Ezequiel Mavota - Segundo Vice Presidente (Tesoureiro)

4. Custodio Duma - Conselheiro Nacional

5. Joana Macie - Conselheira Nacional

6. Celestino Vaz - Conselheiro Nacional

7. Cristina Xavier - Conselheira Nacional

8. Suizan Rafael - Conselheiro Nacional

9. Irma Idalina Patia Conselheira Nacional

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

É Preciso Coragem Para Não Aceitar!



Acho que as pessoas devem começar a ter coragem de não aceitar o que não está certo. Devem ter coragem de condenar o que está errado e não aceitar o discurso gratuito de que tudo está bom e cada vez melhor.

Em primeiro lugar: não podemos afirmar que vivemos em um Estado de Direito quando a intromissão do executivo no judiciário é evidente e de certa forma descarada. O verdadeiro exemplo é a crescente onda de "perseguição" de jornalistas por parte dos tribunais em beneficio de altos funcionários públicos.

Em segundo lugar: não podemos aceitar que este país continue demasiadamente dependente de apoios de cooperação externa enquanto pode por si suportas suas despesas. O grande exemplo é a afirmação do Ministro da Administração Estatal, segundo a qual, para colmatar o défice criado pelos doadores que reduzem a ajuda, serão usados fundos provenientes das receitas internas. Afinal o país tem receitas?

Em terceiro lugar: não devemos aceitar que o Ministério Público persiga casos que não são urgentes mesmo sabendo que muitos outros, mais urgentes ainda, clamam pela sua intervenção. Ora vejamos, só neste ano, o Ministério Público na cidade de Maputo, ouviu Azagaia, ouviu vários jornalistas e não ouviu vários suspeitos de terem usado para fins próprios fundos públicos. Governo impondo no MP é humilhar os procuradores.

Em quarto lugar: não devemos aceitar que se apregoe o desenvolvimento de Moçambique ao mesmo tempo que milhares de moçambicanos não conseguem, por causa da distancia, chegar a atempo, a um hospital, a uma maternidade, a uma fonte de agua potável ou mesmo a ter uma escola ou uma estrada. Este país não se limita só nas cidades, o campo também é Moçambique e para a nossa vergonha, mais de 60% da população moçambicana vive no campo.

Em quinto lugar: não devemos aceitar que a confusão entre o Estado e o Partido se agudize. Usar bens públicos para fins partidários não é ético. Deixar que autoridades partidárias se metam na gestão da coisa pública mesmo sabendo que não são funcionários, constitui um grave atentado ao principio da boa administração do Estado.

Em sexto lugar: não devemos aceitar que pessoas sejam bem empregadas, ou de outra forma beneficiadas, somente porque são filhos, primos, familiares ou até conhecidos e compadres de figuras ligadas ao poder. Não devemos aceitar que gente qualificada e devidamente credenciada fique prejudicada devido o favoritismo, nepotismo e incompetência na gestão da coisa pública.

Em sétimo lugar: não devemos aceitar que sempre digam, quando o povo se insurge ou revolta contra o peso do custo da vida, que houve uma mão externa ou que foi a incitação de criminosos. Não devemos aceitar que chamem o povo de burro ou de criminoso, afinal de contas, as assimetrias, a injustiça social, a exclusão social e a miséria em que o povo vive, constitui a primeira motivação para revolta.

Em oitavo lugar: não devemos aceitar que um Governo queira dialogar com o cidadão somente quando chega a época eleitoral. O dialogo comunitário, o dialogo com as autoridades deve ser incentivado como uma forma de fortalecimento da democracia e não como um instrumento para colher dividendos políticos.

Em nono lugar: não devemos aceitar que o nosso Governo opte pelo Silencio e cumplicidade quando outros governos da região austral violam direitos humanos dos cidadãos e governam a nação com uma vara de intimidação, de dor, de violência e restrição de liberdades.

Não devemos aceitar que nos roubem a coragem de negar. Não aceitemos a cobardia

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

UM POEMA À LUCRÉCIA

Vejo em ti Lucrécia

Vejo em ti, negra guerreira
Vejo em ti,
A liberdade do espirito oprimido
Na mulher sem voz e sem vez

Vejo em ti, negra deusa
Vejo em ti,
A coragem, a força e a virtude
Do homem forte e cobarde

Vejo em ti, negra mulher
Vejo em ti,
A fé e a esperança do fraco
Que no limite e no túnel se consola

Vejo em ti, negra linda
Vejo em ti,
O delírio da glória e o chora da alegria
Que no vento escreve a sua história

Vejo em ti, negra minha
Vejo em ti,
Um amanhã sonante e solar
Um amanhã de igualdade e de luar

Vejo em ti mulher, a mulher
Vejo em ti, a fêmea
A musa escondida na mulher
E o ser no infinito voo da busca

Vejo em ti, negra Lucrécia
Vejo em ti
O regresso dos navios negreiros
Que no cativeiro não resistiram a fúria

Vejo em ti, negra dominadora
Vejo em ti,
O poder da voz redentora
O poder da voz profética e libertadora

Vejo em ti, negra Lucrécia
Vejo em ti, fêmea,
A consumação dos tempos de opressão
E o jubilo da mulher livre e amada

Vejo em ti, negra mãe
Vejo em ti, mãe,
O amanhã da minha filha preta
Que nos teus olhos descobre a estrela

Vejo em ti, negra guerreira
A vitória, vejo em ti a vitória

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Os Biocombustiveis e a Alimentação: Uma combinação impossível



Erradicar a fome e a desnutrição aguda, constitui uma das metas a ser atingida nos objectivos do milénio, isso porque, nos últimos anos o mal atinge de forma aguda mais de um terço da população mundial, sendo que essa percentagem vem sendo agravada com o aquecimento global e a consequente subida dos preços dos alimentos no mundo.

Nos países pobres, como Moçambique, as pessoas gastam do seu rendimento, entre 60 a 80% em alimentação, enquanto que nos países mais industrializados, as pessoas gastam entre 10 a 20%.

Sabe-se contudo que em países pobres os investimentos públicos são quase inexistentes, o que trás mais encargos para as populações para a educação, a saúde, a habitação, a segurança e em impostos altíssimos, numa situação em que entre 30 a 50% da população activa é desempregada.
É verdade que os biocombustiveis são menos poluentes que os combustíveis fosseis que visivelmente estão mais escassos e finitos. Embora essa vantagem de poluir menos que os fosseis, em cerca de 40%, eles significam um peso bastante agudo na agricultura, na pressão sobre o solo, no uso da agua, na destruição da floresta tropical e na biodiversidade em geral.

Segundo estudos recentes, ate ao ano de 2030, com o aumento da população, devera aumentar-se também, em cerca de 50% a produção dos alimentos e ate 2080, o aumento da produção de alimentos devera ser em pelo menos 100%.

Na verdade, devido ao custo dos alimentos, no presente ano de 2008, tivemos manifestações em diferentes países do mundo devido ao aumento dos preços dos alimentos, no México, onde as populações se manifestaram, o preço do milho que 'e p principal alimento do pais subiu cerca de 400%. No Haiti as populações também se manifestaram, tendo morrido 4 pessoas e levado a queda do governo. Manifestaram-se também em Moçambique, a 5 de Fevereiro, tendo resultado em cerca de 10 mortos e varias baixas materiais. Houve manifestações em camarões, Costa do Marfim, Ethiopia, Madagascare, Mauritânia, Senegal, Burkina Fasso, entre outros países de todos os continentes.

No geral, aconteceu que o preço dos alimentos subiu em 83% nos últimos 3 anos. O trigo, o leite e a manteiga triplicaram o preço. O arroz e o milho duplicaram e a crise provocada pela fome agravou-se em 20-50% nos últimos 10 anos.

O programa Mundial de alimentação, refere que nos últimos dez anos 33 países, incluindo Moçambique correm risco gravíssimo de agravamento da pobreza por conta da falta de alimentos, sendo que esta agencia devera aumentar em 30%, cerca de 500 milhões de dólares americanos, na ajuda em alimentos para os países pobres.

A mesma agencia, refere que, o aumento do custo de alimentos, retrocede em 7 anos a luta contra a pobreza, sendo que mais de 100 milhões de pessoas se empobrecem ainda mais, sabendo que os países subdesenvolvidos importam cerca de 74% dos cereais que consomem.

Em Moçambique, o Governo define como regra segundo a qual os biocombustíveis não serão produzidos a partir de produtos alimentares, embora a União Europeia tenha estabelecido a meta de 10% para uso de biocombustives nos transportes ate 2020 e reconhecido que o território não tem condições de produzir tais combustíveis, o que os faz incentivar a mesma produção nos países menos desenvolvidos.

Entretanto, segundo estudos, o etanol será produzido a partir da cana de açúcar, da mapira doce, do milho e da mandioca e, o diesel será produzido a partir do coco, do amendoim, do girassol e da jatropha.

Contra todos os argumentos, as terras ate agora indicadas no pais para a produção da matéria prima para os biocombustiveis, estão repartidas entre os mais férteis para a produção agrícola, como 'e o caso de uma boa parte do vale do Zambeze, bem assim do distrito de Sussundega em Manica e regiões em Sofala e Gaza.

É neste cenário que se pretende incentivar a produção de biocombustiveis sob argumento da escassez dos combustíveis fosseis e redução de custos para o consumidor. Bem analisada a questão, simplesmente agrava-se os custos do consumidor, porque a política tributaria não favorecera o consumidor e este será em ultima instancia quem suporta todos os custos que possamos falar.

Não se trata só de terras, em países pobres, trata-se sim do custo de vida que é elevado para os países pobres. Quanto combustível gastamos nós? Quanto combustível precisamos para colocar a maquina industrial e os transportes funcionem? Em parte, a produção de biocombistiveis visam satisfazer as necessidades em combustíveis para os países mais desenvolvidos.

Para os países mais desenvolvidos, os combustíveis são indispensáveis, tanto que estão preparados a atacar países como o Golfo ou Iraque.

Ainda argumenta-se que Zimbabwe já investiu bastante em tabaco e milho para exportar, esse argumento 'e falacioso em si porque não se falava de outros custos e não havia a massiva produção de biocombustiveis. O mundo hoje, é orientado pelo mercado que dita o que deve ser produzido, o que deve ser comercializado e quem deve suportar os custos.

Alias, para o caso concreto de Moçambique, onde a agricultura 'e definida constitucionalmente como a base de desenvolvimento, varias vezes falhamos com a política de produção de alimentos para o povo. Falhou o Mazagrius, falhou o Proagri e outras propostas e hoje continuamos com o desafio de realizar o direito humano a alimentação, bem assim ao direito humano ao desenvolvimento.

Com isso, resta-nos somente afirmar que não se trata este argumento de uma premissa contra a produção de matéria prima para os biocombustiveis, mas como tornar o papel do Estado mais eficiente na satisfação das necessidades colectivas, reduzindo o a carga tributaria e o custo de vida, num mundo em que se agudiza a corrida aos biocombustiveis.

MORREU PRESIDENTE DA ZAMBIA

Com muita dor e consternação, acabo de ouvir da TV Record que o presidente da Zambia, Levy Mwanawassa, perdeu a vida, hoje.
Depois de ser avançado por certa mídia que o presidente havia perdido a vida em Paris a quando da Cimeira dos Chefes dos Estados Africanos no Egipto, veio a confirmar-se que não passava de mal entendido.

Contudo, o facto veio realmente a consumar-se. Levy Mwanawassa perdeu a vida.

Jurista de profissão, justo de espírito, lutou contra a corrupção no seu país, honrou ao antigo presidente da Zâmbia kennedy Kaunda (KK) e condenou expressamente o regime ditatorial de Mugabe a quem não reconheceu como presidente depois de eleições violentas e conturbadas.

É caso para dizer que neste mundo não há lugar para os bons.
A Sua Morte e uma perda para Zambia e o Continente Africano.

Paz a Sua Alma Camarada Presidente.

sábado, 16 de agosto de 2008