segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Brasil quer preço justo para droga contra SIDA

A representante do Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde criticou os preços dos medicamentos contra o HIV durante a 17ª Conferência Internacional de Aids, que ocorreu na última semana, no México, e defendeu uma política mais justa para os valores cobrados pela indústria farmacêutica na América Latina.

A política da indústria é baseada na prevalência da doença e na renda média, mas o que defendemos é o preço justo, que leve em conta outros fatores, como o fato de um país garantir acesso universal. Vamos buscar uma redistribuição de preços", disse a diretora do programa, Mariângela Simão, na quinta-feira, depois de falar para mais de 3 mil pessoas em uma das sessões da conferência em que o Brasil foi destaque por ter a política mais robusta e universal de acesso a medicamentos contra a aids.

Segundo a diretora, hoje as empresas oferecem drogas por valores mais acessíveis em países pobres da África, por exemplo, mas há disparidades inexplicáveis nos valores pagos por outras instituições e governos. "Para os países africanos há preços humanitários, mas até para a América Latina, onde se recebe pouca ajuda externa e há sistemas de saúde instalados, há diferenciais gigantescos e inexplicáveis", disse.

A diretora destacou que o Brasil deve passar a pagar US$ 3,25 pelo comprimido do anti-retroviral Tenofovir, após negociação com a fabricante do medicamento, enquanto o México paga hoje US$ 6,50. Fora do continente, a Tailândia, que tem nível de desenvolvimento comparável ao do Brasil, paga pouco mais de US$ 1. Outro exemplo, afirma, é a combinação de lopinavir e ritonavir (Kaletra), que custa US$ 5 mil por ano no México e US$ 1 mil no Brasil.

Neste ano, o custo do acesso universal no País, que cresce continuamente, deverá passar de R$ 1 bilhão. O governo tem fomentado debates mundiais sobre os preços dos anti-retrovirais em busca de preços melhores desde a gestão José Serra no Ministério da Saúde, política que culminou com o licenciamento compulsório da droga contra a aids Efavirenz, no ano passado, logo após a posse de José Gomes Temporão. A produção nacional da droga, no entanto, está atrasada e o Brasil mantém a importações de genéricos indianos para garantir a queda dos preços.

A preocupação com os custos dos anti-retrovirais torna-se maior diante de dados desanimadores apresentados durante o evento. Atualmente, apenas um terço dos portadores do HIV que necessitam de remédios no mundo estão sob tratamento. As Nações Unidas reconheceram que os países não deverão cumprir a meta de fornecer tratamento a todos que precisam até 2010 - o Brasil é exceção. Também a ausência de boas notícias sobre a pesquisas de drogas e vacinas trouxe desânimo.
Mas sobraram polêmicas, como a antecipação do tratamento em pacientes assintomáticos e o uso dos remédios como prevenção em relações sexuais de soropositivos, substituindo a camisinha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Afinal os Negros Ja Tinham Explorado as Americas antes da Nossa Era????

 Estudos realizados na década de 60 pelo peruano Eduardo Habich mostram que negros africanos estiveram na América, como conquistadores entre 12.000 e 20.000 anos antes de nossa era, ou seja, antes de Cristo.

       Não se sabe como chegaram, mas em hordas incontáveis dominaram as populações nativas da América Central, subjulgando-as e absorvendo sua cultura. De sua terra de origem trouxeram apenas uma novidade: os cães.

       O antigo cronista Huamãn Roma de Ayal atesta a presença desses conquistadores quando se refere aos imperadores incas, chamando de "brancos" a uns e "negros" a outros. E mais. Referindo-se à oitava esposa de Viracocha, apresenta-a como tendo ganustas (servas negras).

       Além disso, inúmeras esculturas, monumentos e estelas (colunas destinadas à incrições) mostram negros puros sendo recebidos em atitude respeitosa por nativos brancos.

       Os estudos prosseguem para confirmar como os invasores africanos chegaram ao Novo Mundo e por que somente durante certo tempo vieram para cá.

       Bibliografia:

       - "Grandes Enigmas da Humanidade", Editora Vozes – Luiz C. Lisboa e Roberto P. Andrade

Morreu Na manha Deste Sabado o Actor Bernie Mac

O ator e comediante norte-americano Bernie Mac morreu neste sábado, aos 50 anos, de complicações decorrentes de uma pneumonia em um hospital da região de Chicago, informou sua assessora, Danica Smith, em comunicado divulgado em Los Angeles. 
Columbia Pictures/Guess who
Mac sofria de sarcóide, uma doença que produz pequenos nódulos nos órgãos, mas ele disse em 2005 que a enfermidade estava controlada. Recentemente, ele foi internado para um tratamento contra pneumonia que, segundo sua assessora, não estava relacionada com a doença. 

Mac iniciou sua carreira de comediante aos oito anos. Em 1977, aos 20, ele começou a atuar em clubes de comédia de Chicago. Em 1992, o ator estreou no cinema, com um pequeno papel no filme "Quanto mais grana melhor", mas chegou ao estrelato com a atuação em "Onze homens e um segredo", de 2001.

Mac também era sucesso de crítica e público com sua série de televisão "The Bernie Mac Show", que exibiu mais de 100 episódios de 2001 a 2006. O programa rendeu a Mac indicações para o Emmy e o Globo de Ouro.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Paris Hilton descasca McCaine

Nunca foi o fã da Paris Hilton, mas acho que a campanha de McCaine não devia tentar humilhar ou atacar as pessoas que nem estão na campanha, só para acrescentar mais um ponto nas sondagens.

Como bem disse o Obama, “eles tem muito orgulho em serem ignorantes”.



http://www.funnyordie.com/videos/64ad536a6d

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tibete é lembrado em Pequim

Hoje na capital chinesa dois cidadãos britânicos e dois americanos (três homens e uma mulher), conseguiram chamar a atenção do mundo sobre o Tibete. Activistas colocaram alguns banners com dizeres pró – Tibete junto ao estádio olímpico.
Noticia-se que os activistas não foram presos, mas simplesmente advertidos pela polícia.
Foto: © AFP/Scanpix

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Caso Costa do Sol: Mais um Ganho da Justiça Moçambicana

Publicado no Jornal Autarca

 

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, organização orientada a defesa e promoção dos Direitos Humanos no país, com mérito reconhecido nacional e internacionalmente, dado os esforços que tem empreendido para o acesso a justiça e redução dos abusos dos direitos humanos, foi a única constituída como assistente no processo que no dia 31 de Julho foi decidido e onde três agentes policiais foram condenados a 21 anos de prisão maior cada e indemnização monetária aos herdeiros directos das vítimas.

 

O processo Costa do Sol que teve seu começo em Abril de 2007, quando três agentes munidos de AKM, balearam mortalmente no campo do Costa do Sol, três cidadãos suspeitos, chamou a atenção da mídia e de toda a sociedade civil moçambicana, tendo na mesma altura, a Liga dos Direitos Humanos, constituído uma equipa de averiguação dos contornos em volta do caso e encontrado os familiares das vítimas para melhores informações.

 

Essa equipa, coordenada directamente pela Presidência da Liga dos Direitos Humanos, exigiu inclusive a verificação dos corpos, a realização da perícia médico-legal e a responsabilização imediata dos agentes envolvidos no caso, através da intervenção directa do Ministério Publico e do Comando da Policia Cidade de Maputo.

 

O Comando da Policia mostrou resistência em colaborar no caso, tanto que, chegou a ocultar informações e a dificultar a entrega de bens pessoais pertencentes às vítimas. De lembrar que mesmo tendo sido a policia a levar os corpos a morgue do hospital Central de Maputo, as vítimas deram entrada como corpos de desconhecidos, embora houvesse registo de entrada desses suspeitos no Comando, sua requisição pelos agentes agora condenados e requisição de armas para suposta missão.

 

A Liga dos Direitos Humanos foi trabalhando junto do Ministério do Publico e, graças a colaboração e pressão dos familiares das vítimas o Caso Costa do Sol nunca chegou a adormecer. O caso mereceu a atenção devida a todo e qualquer caso de graves violações de Direitos Humanos.

 

Creio que mais do que o papel da mídia, serviu como efeito fundamental para a finalizacao do caso, a pronta recolha de elementos constitutivos do crime, a constituição da Liga dos Direitos Humanos como assistente já no terceiro dia e a pronta disponibilidade do Ministério Público para investigar e apurar a veracidade do caso.

 

Como disse, mais uma vez a justiça moçambicana sai a ganhar, embora inúmeros casos de tortura e execuções sumárias permaneçam junto da Policia de Investigação Criminal e das muitas Procuradorias, aguardado explicação.

 

Ficam como lições apreendidas, que os casos de tortura e execuções sumarias não devem nunca ser entregues a PIC, se a PIC forem entregues deve ser o Ministério Publico a dirigir a investigação e consequente instrução. Não se queira que Policias levem a responsabilização outros policias. Exemplo concreto é o caso Penicela que está a levar séculos na Matola, mesmo tendo havido um grande barulho da mídia e a Amnistia Internacional ter reportado o caso com rigor.

 

O corporativismo no seio da polícia de Moçambique é muito evidente e os agentes fazem de tudo para se protegerem um ao outro. É inclusive uma parte da lei da sobrevivência. Mas, sabemos nós que as matanças de cidadãos por parte de agentes policiais, sao em muitos casos mandatados por superiores. Ou seja, fora dos casos em que os agentes por si tomam iniciativa de torturar e executar cidadãos, há vezes em que ordens superiores mandam que certos cidadãos sejam retirados da praça.

 

Sabemos também que por conta disso, há dentro da própria policia, uma onda de violência que não cessa e ao mesmo tempo uma série de ilegalidades que em certos casos acabam chegando a morte de agentes que se considerem saber de mais. Na verdade, quando a policia chega a esse ponto, os agentes tornam-se peças descartáveis, na linguagem do Xadrez, tornam-se meros peões.

 

Sabemos também que em muitas situações os próprios agentes policiais, incluindo oficiais, dedicam-se a praticas ilícitas em parceria com criminosos, ou seja, a corporação é capturada pelos criminosos, sendo que em momentos de desentendimentos e ajustes de conta, são raras as vezes em que os criminosos não recorrem às armas para matar agentes policiais e estes também para matar os seus parceiros criminosos.

 

Isto constitui grande desafio do Estado, purificar as fileiras policiais e manter a ordem e a tranquilidade. É desafio da justiça, encontrar alternativas seguras para a responsabilização de crimes cometidos pela policia, sabendo que a PIC é suspeita para esta missão. É grande desafio para organizações de Direitos Humanos, como a Liga que independentemente das circunstancias deve condenar e exigir justiça nos casos em que o Estado, através de seus agentes extravasa os limites do seu poder e viola os direitos dos cidadãos.

 

Entretanto, a condenação dos três agentes do caso Costa do Sol, mesmo que seja interposto um recurso, a justiça moçambicana mostra que uma luz há no fundo do túnel e que sempre vale a pena acreditarmos.

 

Sempre

domingo, 3 de agosto de 2008

XENOFOBIA NA AFRICA DO SUL

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, vai fazer parte de uma equipa de Estudo sobre as causas e os efeitos da onda Xenofobica que assolou a Africa do Sul tendo criando vítimas nos concidadãos africanos oriundos de diversos países.
Para a equipe composta por especialistas de diversas organizações da sociedade Civil, coordenada por The Citizenship Rights in Africa Initiative (CRAI), com sede na Nigeria, A Liga dos Direitos Humanos far-se-a representar por Custódio Duma.
espera-se que ao longo das próximas duas semanas, depois de um apurado trabalho de investigação que incluirá entrevistas, visitas e debates, se chegue ao mais próximo das reais causas e consequências dessa onda xenofobica.
Depois desta actividade, a Liga organizará um mesa redonda e conferência de imprensa para dar a conhecer aos cidadãos moçambicanos, a sociedade civil e a todos os interessados, quais os resultados da missão.
Sempre