domingo, 29 de novembro de 2009

Aprendizagens das Eleições de 2009




As eleições que terminaram trouxeram muita coisa boa para o povo moçambicano. Muitas aprendizagens e muita informação sobre o que os políticos pensam sobre este país. Também trouxeram monte de coisas más. Coisas feias que também significaram aprendizagem e acima de tudo revelações.

Diz um filósofo que eu admiro: “só se conhece o homem quando este estiver em necessidade”. Só assim conseguimos perceber o que ele é capaz de aceitar, de fazer ou não fazer. Esse pensamento pareceu-me muito nítido quando começou a pré campanha e depois a própria campanha.

Devo dizer que aprendi muito com todo o processo. Aprendi a conhecer-me mais, aprendi a conhecer os meus amigos. Aprendi também que nem todos que estão connosco são nossos amigos, assim como nem todos os que não estão connosco são nossos inimigos.

Vi o quanto muitos ao visualizar que o processo eleitoral não estava em seu favor decidiram entrar em alianças muito contraditórias quanto ao verdadeiro conceito de democracia e participação. Percebi o quanto as pessoas ficam dispostas para a guerra quando se trate de defender seus interesses estomacais.

Ficou também, na minha óptica, muito patente a forma como o espírito humano se oferece a cobardia e a traição para obter visibilidade, ganhos e confiança. Foi um processo bastante renhido em termos de propagada e essa propaganda poderá valer cargos ministeriais ou seus vices e até de directores nacionais a muitos dos meus amigos. A ver vamos.

Se isso vier a acontecer jamais se saberá ao certo os moldes de diálogo cidadão que se pretende entre os vários intervenientes sociais e políticos. É que, de repente, muitos pequenos ficarão grandes e muitos grandes ficarão pequenos. Muitos ambiciosos usarão o chapéu de Deus e os antigo mal intencionados, mas fracos, ficarão fortes e muito arrogantes.

O processo ensinou-nos a ser cauteloso. Ensinou-nos que cada palavra que proferimos é analisada até a sua ultima gota. Ensinou-nos a perceber que mesmo quando falamos sem dizer nada, alguém existe para dar sentido às nossas mais vazias palavras. Foi um processo onde aqueles que fazem a opinião pública foram testados.

Com esse teste, muitos foram promovidos e muitos foram despromovidos. Muitos vão sentir o sabor tanto da verticalidade como da cobardia. Dizem que não existe o lambobotismo e o puxa-saquismo. Eu não concordo. Notei que uma boa parte do processo eleitoral foi coberto por lambe botas e puxa sacos. Sejam eles de que partido ou movimento pertencerem. O existem a que farta.

Aprendi que não adianta querer ser lúcido no meio de lunáticos, senão te tomam por um pior que eles. Aprendemos que o elogio da loucura de Erasmo continua tão actual quanto o era no século em que foi escrito.

Penso que os partidos que participaram do processo é que chegaram a tirar os mais altos proveitos do processo. Uns para melhor se prepararem para os próximos pleitos e outros para gerirem sua vida durante os próximos cinco anos.

Enquanto nos preocupamos com o que aprendemos durante o processo também nos preocupamos com o Governo que está por vir, com a Assembleia da República e com a participação cidadã.

Se não há duvidas sobre a próxima presidência de Armando Guebuza que ganhou as eleições de forma estrondosa, pouco se pode dizer em relação aos outros candidatos, os vencidos. Dhlakama continuará sendo o segundo mais votado, embora adoentado. Continuará sendo membro do Conselho do Estado e ainda pode gabar-se de ser o pai da democracia ou o Obama de Moçambique, como sempre diz. O homem tem agora oportunidade de reformar a sua Renamo se quer continuar a ser respeitado. É lamentável o estado em que a sua actual imagem se encontra.

Daviz Simango tem um município bastante acelerado para tomar conta. Sendo que é nesse município onde também reside a sede do seu partido, precisa fazer jus aos 9% dos votos que ganhou do eleitorado. Embora tenha perdido as eleições penso que o processo foi uma lição ao seu partido e a si próprio. Os próximos cinco anos servirão para que mostre o que vale e consiga convencer o eleitorado distante das cidades.

Ok, embora a gente saiba que na assembleia da república a Frelimo possui 191 deputados, a Renamo 51 e o MDM somente 8, não sabemos quem vai, quem fica ou quem vem para o novo elenco do Governo. Não sabemos se serão criados novos ministérios ou extintos alguns. Não sabemos quais são as surpresas e tudo que podemos fazer por ora é expecular.

Mas como disse acima, aprendemos com o processo que as pessoas estão dispostas, até a matar para ganharem cargos. Muitos que aparentavam boa educação vieram mostrar o contrario. Alguns mostraram-se verdadeiros terroristas e acima de tudo todos saímos a ganhar na medida que passamos pelo menos a nos conhecer, aparentemente.

Parabéns a todos, com votos de um mandado inclusivo, participativo e promotor de direitos humanos e boa governação!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cultura e Classe num só lugar

Nas minhas vagueações pela Internet moçambicana, encontrei uma página interessante e com os objectivos meritórios, que se caracteriza pelo gosto descomunal pelas letras maiúsculas, além de algum desconhecimento de uso regular do plural / singular, entre outros.

Muitas felicidades e algum cuidado com a língua!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lista dos Novos Deputados da Assembleia da Republica



A COMISSÃO Nacional de Eleições (CNE) divulgou recentemente as listas, definitivas dos nomes dos deputados que irão integrar a nova Assembleia da Republica, cuja investidura deverá ocorrer até 20 dias após a proclamação e validação dos resultados das quartas eleições gerais - presidenciais e legislativas-e das assembleias provinciais do pretérito dia 28 de Outubro.


Maputo, Segunda-Feira, 23 de Novembro de 2009:: Notícias


No total são 191 parlamentares que ocuparão a bancada parlamentar da Frelimo, 51 da Renamo e oito do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), e cujos nomes julgamos por bem publicar no interesse dos nossos leitores e do público, em geral:


PROVÍNCIA DE CABO DELGADO


Dos 22 mandatos disponíveis no círculo eleitoral de Cabo Delgado, a Frelimo elegeu 19 parlamentares contra os três da Renamo. Assim, o partido no poder fez eleger Eneas da Conceição Comiche, Conceita Sortane, Severina Banze, David Machimbuko, Miguel Mussa, Valéria Mitelela, Filomena Nachaque, Alberto Jacinto Matukutuku, Alberto Jumulate, Afonso Bombeni, Ernesto Lipapa, Julieta Chauma, Maria Bachir, Muanassa Abubacar, Tiago Simba, Sefo Sente, José Mateus Kathupa, Alafo Sufu e Julião Nembe.


A “perdiz” elegeu neste círculo Vicente Ululu, Mussitagibo Bachir e Ruquia Gustavo.


PROVÍNCIA DO NIASSA


No círculo do Niassa estavam em jogo 14 mandatos, dos quais a Frelimo arrecadou 12 e a Renamo apenas dois.
Para a bancada da Frelimo na Assembleia da República foram eleitos Margarida Talapa, Maria Miguel, Caibe Ussene, Augusto Chalamada, Mateus Assane, Flora Meque, Ana Paula Cordeiro, Xavier Chicutirene, Maria Elias Jonas, Carlos Siliya, Eduardo Muaride e Fernando Bilali.
Para o grupo parlamentar da Renamo foram escolhidos Hilário Uaite e Mário Cinquenta Naula.


PROVÍNCIA DE NAMPULA

Considerado o maior círculo eleitoral, Nampula tem à sua disposição no plenário do mais alto órgão legislativo do país 45 assentos, dos quais 32 serão ocupados pelo partido no poder e os restantes 13 pela organização liderada por Afonso Dhlakama.


Neste contexto, a Frelimo fez eleger Manuel Jorge Tomé (actual chefe da bancada da Frelimo na AR), Teodoro Andrade Waty, Lucinda Malema, Alexandre Capitão, Luciano de Castro, Lourenço Sabonete, Catarina Muacamissa, Etelvina Fevereiro, Eduardo da Silva Nihia, Botelho Mário Chuni, Maria de Lurdes Lobo, Albertina Makata, Abel Safrão, Rupião Saide, Maria Álvaro, Francisco Mucanheia, Daniel Cueteia, Marquita Jaime, Palmira Mbanze, Roberto Saide, Carlos Moreira Vasco, Domingos Tavira, Rosa Maiope, Matilde Anchunala, Luciano Augusto, Sónia Maria Mapameia, Adelaide Amurane, Rosário Mualeia, Nelson Nria, Alisa Amina Timóteo, Anacleto Torres Meque e Olímpio Vaz.


Ossufo Momade, secretário-geral da Renamo, lidera a lista do seu partido neste círculo, que se completa com os nomes de Lúcia Afate, Luís Trinta Mecupia, Simão Bute, Irene Joaquim, Maria da Costa Xavier, Zacarias José, Carlos Manuel, Felizarda de Castro, Julião Munhequeia, Fernando Matovazanga, Arnaldo Chalaua e Essa Hussene.


PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA


A par de Nampula, a província da Zambézia também tem à sua disposição no semi-círculo da 24 de Julho 45 assentos, dos quais 26 ficaram com a Frelimo e 19 com a Renamo.


Encabeçada pela actual Primeira-Ministra, Luísa Diogo, a lista do partido no poder na Zambézia comporta os nomes de Raimundo Pachinuapa, Zeca Morgado, Hélder Injojo, Joana Simão, Alfredo Ibraimo, Bonifácio Gruveta Massamba, Nyelete Mondlane (filha de Edurado Mondlane), Fátima Madeira, Jaime Himede, Damião José, Beatriz Murenge, Lucília Hama, Inácia Ngonde, Safi Mohamed Gulamo, Carvalho Muária (actual Governador da Zambézia), Elisa Melo, Nelson Paiva, Lucas Chomera (actual Ministro da Administração Estatal), Domingas Ceia, Alexandre Vicente, Graça Lindo Dinheiro, Caifadine Manasse, João Afonso, Pedro Armando Vírgula e Jacinta Inácio.


Da lista da Renamo foram eleitos Viana Magalhães, Ireneu Muanaco, Maria Martins, Luís Goveia, Armindo Acelece, Madalena Francisco, Victor Mudivila, Leopoldo Ernesto, David Moiane, Elisa Cipriano, José Manteigas, Angelina Camões, José Palaço (presidente do partido FAP), Eva Caetano Dias, Anselmo Victor, Latifo Xarifo, Eduardo Ladria, Simões Mário e Maria Ivone Soares.


PROVÍNCIA DE TETE


Com 20 assentos no Parlamento, o círculo eleitoral de Tete fez eleger 18 deputados da Frelimo e dois do maior partido de oposição nacional – a Renamo.


Na lista da Frelimo figuram os nomes de Eduardo Mulémbwe (Presidente da AR), Paulina Nkudo, Joana Anacleto Vasco, Oreste Bustani, Castro Qualquer Ntemansaka, Matias Nhongo, Maria Marta Fernando, Sofia Cussaia, Tomás Mandlate, Manuel Vasconcelos Maria, Ana Antónia Dimitri, Luísa João Simão, Azevedo Mussimpora, Akele Paulo Katet, Ermelinda Rodolfo, Damião Banda, Ana Maria Rafael e Guilherme Uissiquete.


A Renamo estará representada neste círculo por Francisco Maingue e Albano José.


PROVÍNCIA DE SOFALA


Sofala é um dos dois círculos eleitorais que ficou “dividido” em três partes, ao aparecer na lista dos 20 deputados eleitos parlamentares propostos pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), de Daviz Simango, edil da Beira, e dos dois candidatos derrotados na eleição para a Presidência da República.


Dos 20 assentos em disputa, a Frelimo conquistou 10 e a Renamo e o MDM repartiram, por igual os restantes dez.


Assim, a formação do “batuque e maçaroca” elegeu Alberto Chipande, Alberto Vaquina (actual governador da província), Joaquim Veríssimo, Angelina Nchumaili, Antónia Charre, Jaime Neto, Zezinho José, Maria das Dores de António, Ana Simante e Francisco Caetano Madeira.


O MDM elegeu Eduardo Elias Augusto, José Manuel de Sousa, Lutero Chimbirombiro Simango (irmão do líder do partido), Geraldo Carvalho e Agostinho Ussore.


A Renamo, por sua vez, “meteu” na AR Manuel Pereira, Fernando Mbararamo, Francisco Machambisse, Pedro Chichone e Rosa Mafunda Sitole.


PROVÍNCIA DE MANICA


Na corrida para o preenchimento dos 16 assentos disputados no círculo eleitoral de Manica, a Frelimo ocupou 12 e a Renamo quatro.


Nos 12 assentos do partido no poder constam os nomes de José Pacheco (actual Ministro do Interior), Maurício Vieira (governador provincial), Tobias Dai, Francisca Tomás, Amílcar Hussene, António Amélia, Salma Alexandre, Leonor Pedro Sambai, Helena da Glória Muando, Adriano Tesoura Passandura, Tânia Elson Canhemba e Inácio António Nunes.


Os quatro deputados da Renamo escolhidos são Albino Muchanga, Saimone Macuiana, Maria Angelina Dique Enoque e Aida Massangaíce.


PROVÍNCIA DE INHAMBANE


Com 16 lugares em disputa, o círculo eleitoral de Inhambane manteve a tradição de a Frelimo eleger todos com a excepção de um assento que vai sempre para a Renamo, isto desde as primeiras eleições gerais multipartidárias realizadas em 1994.


Assim, os eleitos da Frelimo são Aires Bonifácio Aly (Ministro da Educação e Cultura), Mário Sevene, Gildo Muaga, Virgília dos Santos Matabele (Ministra da Mulher e Acção Social), Sabina Bicá, Sebastião Dengo, José Chuquela, Ana Rita Sithole, Carlos Panguana, Filipe Jaime, Judite João, Cidália Chaúque, Dário Machava, Abílio António e Jerónimo Agostinho.


A deputada eleita da Renamo neste círculo eleitoral é Gania Aly Manhiça.


PROVÍNCIA DE GAZA


Tal como em Inhambane, a tradição voltou a vincar neste círculo, onde a Renamo não consegue eleger nenhum deputado.


Neste contexto, a Frelimo “ocupou” os 16 mandatos disponíveis ao eleger Alcinda Abreu (Ministra para a Coordenação da Acção Ambiental), Edson Macuácua, Juvenália Muthemba, Margarida Chongo, Ricardina Mazive, Regina Muchanga, Joaquim Mondlane, Daniel Matavele, Sabina Fache, Arminda Vombe, Félix Sílvia, Benardo Macamo, Justino Langa, Tsoquisse Munhiwa, Danilo Ragu e Manuel Bendzane.


PROVÍNCIA DO MAPUTO


Mais uma vez o partido Frelimo demonstrou a sua supremacia a nível deste círculo eleitoral ao não “deixar” a Renamo ir para além do já habitual um dos 16 deputados a eleger.
Tal como nos pleitos anteriores, a Frelimo elegeu todos os deputados do círculo, com excepção de um lugar que coube a Renamo que fez eleger José Manuel Samo Gudo, que substitui António Muchanga.


Da lista apresentada pela Frelimo constam os nomes de Verónica Macamo, Edmundo Galiza Matos Jr., Eulália Atibe, Beatriz Gama Ajuda, Telmina Manuel Pereira (governadora da província), Sábado Marenja, Zacarias Chivavi, Milagrosa Langa, Manuel Chang (Ministro das Finanças), Casimiro Huate, Suzete Dança, Ângelo Tai, Faustino Uamusse, Faruk Osman e Joana Mondlane.


CIDADE DE MAPUTO


Na capital do país os mandatos subiram de 16 para 18 assentos. Neste círculo, a Frelimo levou a melhor ao conseguir 14 assentos, posicionando-se o MDM em segundo lugar ao eleger três parlamentares e a Renamo com apenas lugar.


Os 14 parlamentares eleitos para a bancada da Frelimo são, nomeadamente, Aiúba Cuereneia (Ministro da Planificação e Desenvolvimento), António Niquice, Margarida Salimo, Elvira Mabunda, Isadora Faztudo, Roberto Chitsondzo, José António Chichava, Carolina Chemane, Henrique Mandava, Alcido Nguenha, Angelina Mavota, Maria Ema Cassimo, Carlos Sabonete e Danilo Texeira.


Da lista dos eleitos do MDM na capital do país constam os nomes de Imael Jamú Mussa, Lucinda da Conceição e Agostinho Macuácua.


A Renamo fez eleger o mágico e ilusionista António Timba.


ÁFRICA E RESTO DO MUNDO


Nos dois círculos eleitorais da diáspora a Frelimo conseguiu suplantar a concorrência de todos os partidos ao eleger os dois deputados pretendidos. Do círculo de África o eleito foi Crisanto Naiti e do círculo da Europa e Resto do Mundo o escolhido foi Rui Conzane.


“NOTÁVEIS” NOS SUPLENTES


Nas listas de deputados suplentes da Frelimo e da Renamo para os diversos círculos eleitorais, figuram alguns notáveis de cada um dos partidos, como são os casos de Teodato Hunguana, Ussumane Aly Dauto, António Hama Thay, Virgínia Videira (na Cidade de Maputo) ou ainda Arnaldo Bimbe (governador do Niassa), Alfredo Gamito, Abdul Razak Noormahomed, Maria Helena Taipo, Dionísio Cherewa (Nampula); Salimo Abdula, Palmira Francisco (Zambézia); Açucena Duarte, Domingos Viola (Tete); Isau Menezes (Sofala); Zacarias Vuma e Francisco Braz (Gaza).



Da lista de suplentes da Renamo constam os nomes de Eduardo Namburete, Fernando Mazanga, Rahil Khan (Cidade de Maputo); Ismael Lalá, António Muchanga (província do Maputo); Freitas Tiquila, Daúdo Faz-bem, Rajá Rajá (Zambézia); Francisco Domingos, Rui de Sousa, Bernardo Fernando (Tete); Fernando Carrelo, António Campira (Sofala), entre outros.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

10 Mais Poderosos do Mundo

Segundo a Forbes que classificou as 67 pessoas mais poderosos do mundo, "número baseado no conceito de que é possível reduzir os 6,7 bilhões de pessoas do mundo a uma em cada 100 milhões que realmente tem importância."



1. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

2. O presidente da China, Hu Jintao.

3. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

4. O presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), Ben Bernanke

5. Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google

6. Carlos Slim, executivo-chefe da empresa mexicana Telmex

7. Rupert Murdoch, presidente do grupo de mídia News Corp.

8. Michael T. Duke, executivo-chefe da Wal-Mart Stores

9. O rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdul Aziz

10. Bill Gates, co-presidente da Fundação Bill & Melinda Gates
Também constam da lista pesos pesados financeiros, incluindo o executivo-chefe do banco Goldman Sachs, Lloyd Blankfein (18o) e o investidor e filantropo bilionário Warren Buffett (14o), além do papa Bento 16 (11o).

Bin Laden foi o 37o colocado na lista, e Opra Winfrey, a 45a. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ocupou a 29a colocação, e a rainha Elizabeth não figurou na lista.
Lula da Silva está na 33 posicao!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

18 de Julho: Dia Internacional de Nelson Mandela



A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a consagração do homem que percorreu um longo caminho para que a África do Sul se tornasse um país de são convívio entre todos os seus filhos.
Foi por consenso dos 192 países membros que a ONU determinou terça-feira que a partir de 2010 se passe a celebrar o Dia Internacional Nelson Mandela, na data do aniversário do dirigente negro que em 1993 partilhou o Prémio Nobel da Paz com o seu compatriota sul-africano Frederik de Klerk.
A Assembleia Geral decidiu assim reconhecer o contributo fundamental de Mandela, nascido em 1918 na pequena vila de Mvezo, para a resolução dos conflitos, a liberdade no mundo e a promoção das boas relações entre todos os grupos étnicos.
Na altura de se aprovar a proposta que fora apresentada pelo embaixador sul-africano em Nova Iorque, Baso Sangqu, o presidente da Assembleia, o líbio Ali Treki, disse que o mundo pretende manifestar o seu apreço por “um grande homem”, que dirigiu a luta contra o apartheid e por isso passou 27 anos na cadeia.
A coincidir com a consagração universal deste símbolo da esperança, que de 1994 a 1999 foi Presidente da África do Sul, o International Herald Tribune dedicou-lhe um longo artigo, onde destaca que se trata provavelmente do “estadista mais amado do mundo”; e que apesar dos seus 91 anos mantém um lugar essencial na consciência da nação a que pertence.
“É a ideia de Nelson Mandela que mantém o país unido”, disse Mondli Makhanya, chefe de redacção do Sunday Times de Joanesburgo, enquanto o embaixador tanzaniano nas Nações Unidas, Augustine Mahiga, destacava que a vida deste dirigente histórico do Congresso Nacional Africano (ANC) tem sido “a definição última da paz, tanto na África do Sul como no resto do mundo”.
Exemplo para todos
O seu apelo à reconciliação da maioria negra com os opressores brancos é um exemplo que deveria ser seguido por todos, acrescentou aquele diplomata, uma das muitas entidades de diferentes países que se congratularam com a perpetuação do nome do antigo prisioneiro de Robben Island.
“Nelson Mandela, ao lado de Amílcar Cabral, é dos poucos políticos africanos que respeito. Tinha tudo para ser um ‘osajief’ (N’Krumah) e recusou-o, dando ao mundo uma lição que deverá perdurar por muito e muito tempo, espero.
A sua capacidade de perdoar, o seu desapego ao poder, a sua humanidade, são os aspectos que mais destaco na sua personalidade. Infelizmente, exemplos como o dele são poucos em África e no mundo”, disse ao PÚBLICO o jornalista e escritor cabo-verdiano José Vicente Lopes.
A Fundação Nelson Mandela concordou o mês passado em vender a editores de duas dezenas de países os direitos do livro Conversations with Myself, baseado em material dos documentos pessoais daquele ícone deste último século, nascido no ano em que terminava a Primeira Guerra Mundial.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bob Marley: Uma Resposta ao Alexandre Chaúque





Este texto vem em resposta a um artigo de Alexandre Chaúque publicado no jornal a Verdade de 30 de Outubro, sua coluna conhecido por Bitonga Blues e o título é: “Bob Marley já não é meu ídolo”.

Chaúque fala de muita coisa boa sobre Bob Marley e eu concordo com muitas delas ou quase todas. Depois recusa-se a ser seu fá alegadamente porque Bob tinha como ídolo o Imperador da Etiópia Hailé Sellasie I, a quem Chaúque chama de “animal destes”.

Embora eu acredite que tanto Haile Selassie como Bob Marley, na sua condição humana, foram humanos muito iguais a nós, falíveis e com muitos erros, me parece entretanto, que é necessário esclarecer algumas dúvidas.

Para esse esclarecimento, deixe me dizer ao Chaúque que não preciso mencionar a quantidade de bibliografia que possuo sobre Samora Machel, também meu ídolo, mas tenho comigo, e já li, 5 biografias definitivas de Bob Marley. Nenhuma delas escrita por ele. Tenho também duas biografias doTafari Makonnen o Negus Magestus, que sim era violento, autoritário e repreensivo. Mas ao mesmo tempo o que introduziu a primeira Constituição escrita na Etiópia.

Há uma dose de má fé quando se afirma que Haile Selassie “puxava da sua erva e viajava”, alias, tendo ele aceite que alguns jamaicanos Rastas “retornassem” a Africa, a Etiópia, ele veio a arrepender-se e parar o “regresso desses” devido o seu costume com o fumo da suruma. Ele mesmo o Hailé Sellasie nunca chegou a aceitar a categoria de que era atribuído pelos Rastas, mas sentia a responsabilidade na medida em que era descendente directo do Rei Salomão, filho do Rei David, rei de Israel, da mesma linhagem em que nasceu Jesus Cristo.

É portanto sobre esta parte espiritual que muitos não conseguem perceber a crença dos rastas principalmente em relação a Haile Selassie. Não a pessoa em si, mas o que essa pessoa representa. Sei inclusive que alguns rastas devotos também não percebem bem dessa espiritualidade.

Contudo, Selassie, ao mesmo tempo em que era um governante centralizador, autoritário, extremista, que governou seu país com punho de ferro, não admitindo manifestações contrárias às suas ideias, ele foi um imperador muito reformista, tendo sido o responsável pela abolição da escravatura, por promover uma tentativa de reforma e modernização da Etiópia e por lutar activamente pela independência de diversos países africanos. Foi o anfitrião e um dos fundadores da OUA, hoje União Africana. Alias, é na Etiópia que fica a sede desta organização.

Selassie fez parte da Liga das Nações e durante a Segunda Guerra exilou-se na Inglaterra (a mãe do imperialismo), de onde tirou muitas de suas ideias reformadoras para aplicar em seu país.

É difícil resumir os multi aspectos desse imperador etíope que é naquele país, o mais importante da modernidade e em africa um ícone das liberdades. É sim criticado por causa dos seus leões, que na sequência, não eram alimentados com carne humana e sobre isso, o artigo de Chaúque mostra o quanto os intelectuais desconhecem profundamente das coisas.

Vamos falar duas coisas sobre Bob Marley e Zimbabué. Primeiro devo dizer que Samora Machel nunca chegou a ir ver a Independência do Zimbabué. Ele recusou-se! O que significa que não assistiu o show de Bob no Estádio Rufaro (alegria) em Harare, então Salisburia. Também não foi Samora quem impediu Bob de vir a Moçambique, há alguém que até defende que o Marechal nada tinha contra. Lembre-se Chaúque que todos os que viam o show de Bob ficavam electrizados. Assim como ficam hoje os que assistem os seus DVDs.

Segundo é preciso dizer que Bob não deve ser julgado por causa das suas crenças. Ninguém deve ser julgado por acreditar em algo. Há pessoas que veneram pedras, cães, bois, estatuas, espíritos, pessoas, sol e lua, etc etc. Ninguém deve ser julgado por isso. Temos que ser julgados pelas nossas acções e atitudes e Bob não tinha leões mas acreditava que o Leão representava a Sua Majestade.

Em jeito de conclusão, pedir ao amigo Chaúque para não acreditar em tudo o que ouve sem antes fazer uma análise crítica. Se pudermos ter mais conversas sobre a religião rastafari, a figura e a música de Bob Marley, o imperador Haile Sellassie, o grande Marcus Mosiah Garvey, a Negritude e as suas figuras, entre outros, poderei ter a liberdade de emprestar-lhe os meus livros

Gostaria que publicasse esta pequena reacção em relação ao seu desapontamento em torno de Bob Marley.

John Allen Muhammad o Franco Atirador foi Ontem Executado!



Washington, 11 Nov (Lusa) - John Allen Muhammad, que ficou conhecido mundialmente em 2002 como "o atirador de Washington", por ter morto aleatoriamente 10 pessoas em três semanas, foi executado terça-feira por injecção mortal na Virgínia, anunciou um porta-voz dos serviços penitenciários.

"Não o ouvi pronunciar uma palavra", declarou à imprensa Larry Traylor, depois de ter confirmado que Muhammad morreu.

O Supremo Tribunal rejeitou segunda-feira o último recurso deste homem, de 48 anos, condenado à morte em 2004 na Virgínia por uma série de homicídios, cometidos entre 2 e 22 de Outubro de 2002 na região de Washington

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eleições 2009: o Voto de Qualidade e a Quantidade de Votos



Nas vésperas das eleições de 28 de Outubro, circulou um e-mail que chamaram de o maior de todos os tempos e eu transcrevo na integra a sua conclusão, com pedido adiantado de desculpas devido a alguns termos: "o problema de Moçambique é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa o cu com ele!"!

Eu percebo o trecho acima como querendo dizer que a grande parte do eleitor moçambicano não tem acesso a informação, ou por conta da sua condição sócio económica ou simplesmente porque não sabem ler, escrever ou perceber a língua portuguesa que é a oficial. E como tudo acontece em português é já previsível os efeitos disso.

Até pode parecer uma brincadeira de mau gosto, mas parece que os resultados preliminares e os que ainda estão por vir mostraram que, realmente, as pessoas que contribuíram por via do voto para a vitoria do partido já no poder, são aquelas que vivem nas zonas rurais e que por causa da sua condição social não têm acesso a informação.

Não foi difícil notar que o partido vencedor perdeu em alguns círculos urbanos muito fortalecidos como é o bairro central da Cidade de Maputo e a Polana Cimento, lá onde moram os sortudos do país. Se as eleições de 2009 foram maioritariamente concorridos por jovens então os filhos, netos e sobrinhos dos sortudos não votaram neles. Quem sabe, alguns deles já não acreditam em si.

Na Beira por exemplo, a cidade conhecida como sendo a segunda do país, os resultados dos vitoriosos tiveram que ser forcados por via da fraude, devidamente comprovada por gravações em vídeo. Isso porque as pessoas que lêem o jornal já mudaram a sua tendência de voto.

Mas quantos são esses que lêem o jornal? Não passam de 20%. Aproximadamente, a percentagem que votou em Daviz Simango. Incluindo na Polana, na Josina Machel e em outros lugares altamente urbanizados.

Os que não podem ler o jornal em Moçambique, são acima de 70% e maioritariamente, essas pessoas vivem nas zonas suburbanas, nos subúrbios e no campo. Mas essas pessoas têm uma característica: são adoptadas de uma obediência cega a quem manda. Não precisam reflectir muito sobre as consequências das suas decisões, pois pensam que as suas decisões não podem influenciar demasiadamente. São pessoas que governam sem saber!

São pessoas que obedecem cegamente como ovelhas conduzidas ao matadouro. Eu fiquei preocupado quando e, alguns lugares de votação, um único candidato e o seu partido chegaram a obter 100% dos votos. Este é um dado muito importante para a reflexão. Embora isso agrade ao vencedor, mas é aqui que o vencedor descobre a sua fraqueza. É acompanhado por muita gente que não o questiona, que é pobre de informação e que obedece cegamente. É por isso que falo da quantidade de votos e da qualidade de voto.

Eu sou daqueles que acredita que a democracia para que seja participativa e inclusiva, o poder constituinte precisa dos elementos mais básicos para tomar a decisão. Os poucos que possuem esses elementos são os que estão nas zonas urbanas e eles mostraram qual a sua tendência de voto. Muito contraria daqueles que estão no campo.

É coisa para dizer que os moçambicanos eleitores estão divididos em três grupos: os que ainda não sabem em quem votar ou não podem votar por outros motivos, os que votam nas zonas urbanas e os que votam na periferia e nas zonas rurais. Esses que não votam são as abstenções, os que votam nas cidades são os que perdem porque são poucos e a vitoria é daqueles que votam no campo, em que mesmo sem os pressupostos do exercício do direito a votar são a maioria.

Coisa para dizer que é sempre bom saber a quem pedir o voto. A quem pode dar um voto de qualidade e perder ou a quem pode dar a maioria dos votos e ganhar? Os mais espertos começaram por colocar o campo e as zonas rurais como o pólo das suas atenções e conseguiram atrair aquela massa que não lê o jornal.

Mas ok, tudo acima são somente algumas provocações, o que conta mesmo é o resultado final, porque tanto o que vota com consciência como o que vota sem consciência, incluindo aquele que prefere abster-se são todos moçambicanos e as suas escolhas devem ser muito bem respeitadas, sob pena de dividirmos o país.

É aqui que mais uma vez se apela tanto aos perdedores como aos ganhadores que pautem sempre pelo bom senso, pela razão e pela inclusão dos moçambicanos em todo o processo das suas actividades politicas. Porque, embora votados no campo, é na cidade onde acontece o laboratório de desenvolvimento nacional. Embora perdendo nas cidades é sobre o campo em que a maior parte da governação deve incidir.

E o mais importante ainda é que todos devem começar a perceber que embora a democracia seja um sistema de maiorias elas podem não reflectir o ideal, quando não dotadas dos elementos necessários para tomar uma decisão mais democrática, no ponto de vista de razoabilidade, inclusão e participação. Penso que precisamos dialogar melhor sobre a dicotomia campo e cidade, considerando o acesso a informação de qualidade.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eleições 2009: Finalmente caiu o pano, mas e depois?



Aconteceram sem violência relevante nem intimidações de vulto, as eleições gerais moçambicanas de 2009. Como se esperava, Guebuza está a frente dos outros dois candidatos às presidenciais e a Frelimo continua a liderar a corrida às legislativas. Penso que a vitória será retumbante como já profetizava Macuacua!

Dhlakama que parecia ter sido pesadamente vencido por Daviz Simango que eventualmente ainda poderá ser o segundo candidato mais votado, parece ressuscitar e embora suas declarações de desespero, quando diz que irá incendiar o país, nota-se que caminha para uma aceitação sem queixas do processo todo.

Ele, Dhlakama tem que aceitar tudo que der e vier, possivelmente ainda pode ser premiado com a segunda posição, mas não se pode queixar dos resultados, já que ao complicar a vida do Daviz e do MDM, inclusive elogiando as muito criticadas decisões da CNE esperava tirar partido nisso. Esqueceu-se o mais velho que nisto de política tudo vale e que todos podem ser instrumentalizados.

Dhlakama vai incendiar o país se pelo menos não ser o segundo mais votado. Isso porque, se não for o segundo mais votado, a sua carreira de político já terminou. Sim, já terminou mesmo, porque daqui para frente nada mais se pode esperar dele, na medida em que perde não só o posto no Conselho de Estado, mas também muitos dos benefícios que recebia como o líder da oposição. Ficará somente a inscrição de que assinou o acordo de paz com Chissano.

É disso que Dhlakama tem medo, ceder esse posto ao Daviz que apareceu como uma luz para uma parte do eleitorado que já não acreditava muito nas duas forças que são a Frelimo e a Renamo.

Dos outros partidos fora da Renamo, Frelimo e MDM, nada se pode falar. Sabia-o de antemão a CNE, que esses partidos terão a única função de legitimar o processo que se pretende democrático, participativo e inclusivo e, não realmente de fazer alguma diferença na competição politica moçambicana. Nenhum deles conseguiu uma expressão considerável, entretanto podem ser saudados por terem confusionado o processo, com seus nomes e seus símbolos propositadamente escolhidos e alocados em círculos eleitorais.

Alguns foram mais coerentes ao afirmarem abertamente que de oposição não têm nada e que para não gastarem tempo com falatórios, nem gastar dinheiro que já não têm, preferem declarar-se frelimistas. Coisa para dizer que é difícil fazer política em Moçambique. É difícil também, por isso, analisar o fenómeno politico moçambicano.

O Daviz e o MDM apareceram para dar mais esperança ao eleitorado moçambicano na matéria de diversidade de opinião e de participação política. É muito curioso que eles conseguiram maiores votos na escola secundaria Josina Machel e na Polana, locais onde toda a elite politica moçambicana foi votar. Locais onde o próprio Guebuza e seu elenco foram votar. Uma mensagem muito clara de que alguém das mesas do poder já não vota neles. Ao votarem em Daviz e no MDM, não significa necessariamente aceita-lo, mas a dizer que o podem aceitar. Porque não?

Embora a Frelimo possa vir a conseguir a maioria que sempre procurou, já recebeu o recado dos seus partidários que essa maioria só a pode complicar ou destruir. Só a pode tornar mais arrogante e menos preocupado com os reais problemas do povo.

A Renamo vai perder mais alguns assentos e o MDM vai ter pela primeira vez assentos parlamentares. E se o MDM tivesse concorrido no país todo? Alguém dizia: olha nunca faças essa pergunta, ela não tem importância nenhuma. Eu penso que é pertinente perguntarmos isso, porque não foi justa a forma como o tal partido foi excluído. Mas a resposta é simples e clara: teria muito mais assentos parlamentares, veja-se que mesmo em Inhambane onde foi posicionado, conseguiu alguns votos.

Os observadores já saíram a elogiar o processo que foi justo, livre e transparente. Eu acho que, se olharem só para o dia 28 então estão certos, mas se olharem o processo todo então deve questionar-se esse pronunciamento. Muitos dos observadores chegaram no país dois ou três dias antes das eleições. Não podem tirar conclusões precipitadas.

Para uma conclusão coerente e justa, os observadores devem ver o processo todo. As inscrições nos órgãos eleitorais, a pré campanha, a própria campanha, as eleições, a contagem, etc. etc. Não basta ver a cabeça para dizer que viu o animal.

Dos observadores nacionais, tenho a reprovar aqueles que tiveram que atrelar-se ao governo para observarem eleições. Os observadores devem ser independentes. Como é que aparecem observadores que são subsidiados pelo governo? Governo esse que tem o seu partido também como concorrente? Isso é promiscuidade!

Mas ok, as eleições aconteceram e agora a questão é: e depois? E depois o quê? E depois? Será que Dhlakama vai voltar a concorrer pela quinta vez? Será que ele vai continuara a afundar a Renamo? Será que Daviz vai consolidar o seu partido e a sua liderança? Já que uma boa parte do eleitorado acreditou nele e no seu partido? Será que ele vai lembrar-se que a campanha para 2014 começou no dia 29 de Outubro de 2009?

E a Frelimo? E Guebuza? Será que se vão lembrar que os mais de 20 milhões de pessoas em Moçambique são todos moçambicanos, com mesmos direitos e deveres? Independentemente de fazerem parte ou não da Frelimo?

É isso que vamos ver. Entretanto esperemos pelos resultados finais que ainda são uma surpresa. E depois? Esperemos pelos pronunciamentos e pelos comportamentos!